sábado, 20 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Vermelho Rubro
O mundo diferente.
Tão diferente.
Eu absorta, assustada. Ás vezes feroz.
Os outros, indiferentes apenas.
A mulher do guarda-chuva vermelho que não se desvia de ninguém.
Não se pode desviar.
Se o fizesse colidia consigo mesma.
E ás vezes eu sou a mulher do guarda-chuva vermelho.
Ás vezes perco-me de mim e não sei quem sou.
Isa Mestre
Tão diferente.
Eu absorta, assustada. Ás vezes feroz.
Os outros, indiferentes apenas.
A mulher do guarda-chuva vermelho que não se desvia de ninguém.
Não se pode desviar.
Se o fizesse colidia consigo mesma.
E ás vezes eu sou a mulher do guarda-chuva vermelho.
Ás vezes perco-me de mim e não sei quem sou.
Isa Mestre
quinta-feira, 4 de março de 2010
Entrevista à Antena 1, dia 15 de Março
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Lançamento do livro Voz Perdida, de Isa Mestre
Acabo de lançar, com a chancela do Sítio do Livro, a obra Voz Perdida. Voz Perdida trata-se de um conjunto de micro-narrativas romanceadas, em prosa, ao estilo do que tenho produzido até aqui nas minhas participações no blogue e no grupo literário Texto-Al.
O livro encontra-se disponível para venda através do site : http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/voz-perdida/9789899663206 ou contactando-me pelo email ou telefone.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Enkeli
[Para ti que existes dentro deste poema]
De onde veio? Não sei. Sei que te amo e isso basta.
Irei amar-te sempre. Mesmo que o coração me doa.
Nunca saberei de onde veio. Talvez nunca queira realmente saber.
Adoro-te e quando te abraço não preciso de palavras para o dizer.
Fomos demasiado frágeis e isso denunciou-nos.
Eu e tu. Apenas nós.
Repetindo-nos. Olhando-nos ao espelho. Revendo-nos nos olhares tristes.
Repetindo-nos. Descobrindo palavras nas entrelinhas.
Eu e tu. Apenas nós.
Irascíveis. Transparentes. Corações em aberto.
Repetindo-nos. Repetindo-te.
Adoro-te. E às vezes isso basta.
Isa Mestre
De onde veio? Não sei. Sei que te amo e isso basta.
Irei amar-te sempre. Mesmo que o coração me doa.
Nunca saberei de onde veio. Talvez nunca queira realmente saber.
Adoro-te e quando te abraço não preciso de palavras para o dizer.
Fomos demasiado frágeis e isso denunciou-nos.
Eu e tu. Apenas nós.
Repetindo-nos. Olhando-nos ao espelho. Revendo-nos nos olhares tristes.
Repetindo-nos. Descobrindo palavras nas entrelinhas.
Eu e tu. Apenas nós.
Irascíveis. Transparentes. Corações em aberto.
Repetindo-nos. Repetindo-te.
Adoro-te. E às vezes isso basta.
Isa Mestre
sábado, 19 de dezembro de 2009
A segundos de ti
[para ti, que me acalmas a dor por pareceres tão perto quando te escrevo]
O rosto terno, as palavras breves,
A doçura daquele Natal.
O teu último.
E nós tão felizes,
tão ridículos,
nós sem saber,
[porque ninguém sabe],
[porque ainda ninguém pode saber],
que aquele seria o último,
o teu último.
E tu com o cabelo por pintar a pedir-me que não tirasse fotografias,
E eu sorria,
Num flash que era ao mesmo tempo toda a luz e todo o amor que sentia por ti.
Num flash que hoje me devolve o medo,
A solidão.
A certeza de que somos tão incertos, tão voláteis.
A certeza de que nunca saberei quando será o último.
O meu último.
Isa Mestre
O rosto terno, as palavras breves,
A doçura daquele Natal.
O teu último.
E nós tão felizes,
tão ridículos,
nós sem saber,
[porque ninguém sabe],
[porque ainda ninguém pode saber],
que aquele seria o último,
o teu último.
E tu com o cabelo por pintar a pedir-me que não tirasse fotografias,
E eu sorria,
Num flash que era ao mesmo tempo toda a luz e todo o amor que sentia por ti.
Num flash que hoje me devolve o medo,
A solidão.
A certeza de que somos tão incertos, tão voláteis.
A certeza de que nunca saberei quando será o último.
O meu último.
Isa Mestre
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Perdut
[ a todos os que perderam o que jamais se pode encontrar]
É isto o que existe entre mim e a morte.
Essencialmente nada.
Uma sombra. Uma solidão triste e vadia, às vezes feroz.
Gosto de acreditar que me vês.
Nesta solidão. Triste. Vadia. Às vezes feroz.
Nesta solidão que é o medo, que é a fome,
que é a luta de todos aqueles que não sabem por que lutar.
Gosto de acreditar que um dia todos saberemos por que lutar.
Existirás entre mim e a morte?
Entre mim e as coisas que amo?
Entre mim e o medo?
Ou simplesmente entre mim e o frio desta madrugada escura em que me pergunto:
Porque não estás?
Enquanto os punhos se cerram de raiva por uma perda que, por momentos, deixa de ser só minha para ser tua também. Do mundo inteiro.
Isa Mestre
É isto o que existe entre mim e a morte.
Essencialmente nada.
Uma sombra. Uma solidão triste e vadia, às vezes feroz.
Gosto de acreditar que me vês.
Nesta solidão. Triste. Vadia. Às vezes feroz.
Nesta solidão que é o medo, que é a fome,
que é a luta de todos aqueles que não sabem por que lutar.
Gosto de acreditar que um dia todos saberemos por que lutar.
Existirás entre mim e a morte?
Entre mim e as coisas que amo?
Entre mim e o medo?
Ou simplesmente entre mim e o frio desta madrugada escura em que me pergunto:
Porque não estás?
Enquanto os punhos se cerram de raiva por uma perda que, por momentos, deixa de ser só minha para ser tua também. Do mundo inteiro.
Isa Mestre
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