quarta-feira, 11 de abril de 2007

Medo

Quanto medo neste meu peito,
Nesta superfície de metal,
Onde se sorri e se chora,
Onde se ganha e se perde.

Quanto medo que a tua voz se cale,
Que as palavras se percam
No labirinto dos sonhos,
Que os rostos percam nitidez
No temeroso passar dos tempos.

Não me procuras,
Desisti de te encontrar.

Talvez seja melhor assim,
Dizem que a irrevogabilidade
de certas coisas
dói incrivelmente menos.

Vou fingir que acredito.
Que quando o meu coração te procura,
Não há mapas que me conduzam a ti.

Vou fingir que te perdi,
Como se perde o comboio.

Perdi-te por entre os rostos da multidão.
Esqueci de que cor vestias,
Que sorriso trazias no rosto,
Que sentimento levavas no peito.

Esqueci.

Ou fingi esquecer.

Tanto faz.

1 comentário:

Conceição Bernardino disse...

Olá,
Desculpe a minha ausência, mas o que importa é, que estou de volta.
Ofereço-lhe este poema da minha autoria...

Sorriso


Não me lembro de ter nascido,
Não me lembro de ter vivido,
Não me lembro, jamais de alguma coisa
Se não somente, de ter sofrido!
Mas que importa isso agora?
Se sou feliz por ora.
Tenho amigos por todo lado
Os quais eu tanto amo
Os quais eu muito respeito
Sou feliz, por fazer sorrir alguém
Que sofre tanto ou mais do que eu.


Conceição Bernardino

Beijinhos e uma boa semana...
http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com

 
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