Ensinaste-me aquilo que mais amo na vida.
Devo-te isso.
Devo-te a primeira palavra a beijar suavemente o papel,
O primeiro verbo a fazer cócegas na barriga da vida,
O primeiro sorriso e o primeiro verbo em que pude ser eu.
Devo-te todas as coisas que me chegaram ao coração sem destino nem destinatário.
Devo-te um sorriso. Um dia repleto de sorrisos.
Isa Mestre
terça-feira, 25 de agosto de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Engano d´alma
Não sei falar de amor,
Disse-te no dia em que te conheci.
Entendo hoje que era tarde demais para falar de amor,
Estava cansada e apetecia-me dormir.
Apetecia-me dormir até me esquecer de quem era,
Até poderes olhar-me e veres mais que as letras que escrevi,
Mais que os parágrafos repletos de mentiras que eu própria inventei,
Mais que as ilusões embrulhadas em adjectivos ridículos e verbos passados.
-Fala-me de ti,
Disseste-me.
Como posso falar-te de mim, tão ridícula e adulterada pelas palavras que escrevo?
Tão pouco minha para além dos parágrafos intermináveis que me consomem…
Desculpa,
Disse-te no fim.
O grande problema é que não te apaixonaste pelo que sou, mas pelo que finjo ser.
A palavra, a mais ridícula de todas, mas mesmo assim, a mais linda.
Amor.
Nunca poderei esquece-la.
Isa Mestre
Disse-te no dia em que te conheci.
Entendo hoje que era tarde demais para falar de amor,
Estava cansada e apetecia-me dormir.
Apetecia-me dormir até me esquecer de quem era,
Até poderes olhar-me e veres mais que as letras que escrevi,
Mais que os parágrafos repletos de mentiras que eu própria inventei,
Mais que as ilusões embrulhadas em adjectivos ridículos e verbos passados.
-Fala-me de ti,
Disseste-me.
Como posso falar-te de mim, tão ridícula e adulterada pelas palavras que escrevo?
Tão pouco minha para além dos parágrafos intermináveis que me consomem…
Desculpa,
Disse-te no fim.
O grande problema é que não te apaixonaste pelo que sou, mas pelo que finjo ser.
A palavra, a mais ridícula de todas, mas mesmo assim, a mais linda.
Amor.
Nunca poderei esquece-la.
Isa Mestre
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Escuridão
Olho-te,
E de repente,
É como se te escrevesse,
Como se te pintasse sem usar uma única cor,
Como se a caneta deslizasse sobre o papel e fosses todas as palavras que algum dia poderiam ser escritas.
Quando te olho,
Escrevo-te,
E quando te escrevo é impossível parar de te olhar.
Sei que estás aí,
sei que não escondes porque não te sabes esconder,
que não mentes porque não te sabes mentir,
que não sorris, porque nunca te soubeste sorrir.
Para sermos para os outros, precisamos de ser primeiro para nós.
Para me escreveres, tens de escrever-te por dentro,
Ouviste?
Tens de te olhar.
Tens de te olhar e acabar com a certeza de que nunca te conhecerás ao certo.
De que nunca saberás quem és e nunca poderás saber quem sou.
Somos textos escritos e apenas isso nos define,
Depois das palavras,
Apenas uma coisa existe:
A escuridão.
Tu sabes e eu sei.
Isa Mestre
E de repente,
É como se te escrevesse,
Como se te pintasse sem usar uma única cor,
Como se a caneta deslizasse sobre o papel e fosses todas as palavras que algum dia poderiam ser escritas.
Quando te olho,
Escrevo-te,
E quando te escrevo é impossível parar de te olhar.
Sei que estás aí,
sei que não escondes porque não te sabes esconder,
que não mentes porque não te sabes mentir,
que não sorris, porque nunca te soubeste sorrir.
Para sermos para os outros, precisamos de ser primeiro para nós.
Para me escreveres, tens de escrever-te por dentro,
Ouviste?
Tens de te olhar.
Tens de te olhar e acabar com a certeza de que nunca te conhecerás ao certo.
De que nunca saberás quem és e nunca poderás saber quem sou.
Somos textos escritos e apenas isso nos define,
Depois das palavras,
Apenas uma coisa existe:
A escuridão.
Tu sabes e eu sei.
Isa Mestre
sábado, 13 de dezembro de 2008
Sem Regresso
Partir.
Abandonar-me.
Abandonar-te.
Foi isto que pensei antes do último beijo,
Do último toque suave,
Da última gota do teu perfume a invadir-me as narinas.
Deixar de ser eu para poder deixar de ser tua.
Estou confusa. Apetece-me cair,
Apetece-me dormir até que chova,
Até que a água arremesse esta solidão que guardaste para me oferecer no último dia.
Estavas ainda a dormir.
Saí sem dizer adeus,
Saí sem saber se voltava,
Sai sem saber se poderia dizer-te que sou incapaz de voltar.
Sei que me amas,
Sei que me amarás mesmo quando não estiver,
Sei que não sou aquilo que escolheste
E isso basta-me para partir.
Não tenhas medo.
Afinal, queria apenas poder amar por instantes,
E isso nunca um outro alguém poderia fazê-lo de forma tão perfeita.
Isa Mestre
Abandonar-me.
Abandonar-te.
Foi isto que pensei antes do último beijo,
Do último toque suave,
Da última gota do teu perfume a invadir-me as narinas.
Deixar de ser eu para poder deixar de ser tua.
Estou confusa. Apetece-me cair,
Apetece-me dormir até que chova,
Até que a água arremesse esta solidão que guardaste para me oferecer no último dia.
Estavas ainda a dormir.
Saí sem dizer adeus,
Saí sem saber se voltava,
Sai sem saber se poderia dizer-te que sou incapaz de voltar.
Sei que me amas,
Sei que me amarás mesmo quando não estiver,
Sei que não sou aquilo que escolheste
E isso basta-me para partir.
Não tenhas medo.
Afinal, queria apenas poder amar por instantes,
E isso nunca um outro alguém poderia fazê-lo de forma tão perfeita.
Isa Mestre
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Absurdo
Não tenhas medo, não será o fim.
Fica quieto. Deixa-me apenas falar.
Cala a ansiedade e deixa-me dizer-te tudo o que tenho cá dentro.
Talvez seja pouco,
Talvez não sirva para alimentar o mundo,
Mas sou eu. Somos nós. É aquilo a que muitos julgam chamar amor.
Não sei se te amo,
Não sei se saberei sempre sorrir-te como te sorrio hoje,
Afinal, talvez o amor seja isto mesmo:
Não saber se se sabe.
Não sabendo se te sei,
Consigo saber que te quero e te pertenço,
Que te olho e acredito jamais poder olhar alguém desta forma.
Não sei se posso amar-te para sempre,
Não sei se o presente pode mascarar-se de futuro,
Sei que estou aqui,
Sei que não será o fim.
Isa Mestre
Fica quieto. Deixa-me apenas falar.
Cala a ansiedade e deixa-me dizer-te tudo o que tenho cá dentro.
Talvez seja pouco,
Talvez não sirva para alimentar o mundo,
Mas sou eu. Somos nós. É aquilo a que muitos julgam chamar amor.
Não sei se te amo,
Não sei se saberei sempre sorrir-te como te sorrio hoje,
Afinal, talvez o amor seja isto mesmo:
Não saber se se sabe.
Não sabendo se te sei,
Consigo saber que te quero e te pertenço,
Que te olho e acredito jamais poder olhar alguém desta forma.
Não sei se posso amar-te para sempre,
Não sei se o presente pode mascarar-se de futuro,
Sei que estou aqui,
Sei que não será o fim.
Isa Mestre
sábado, 3 de maio de 2008
Fora de Mim
Às vezes sou eu e não me pertenço.
E tu perguntas-me,
- quem és?
E eu não sei,
Eu não sei se algum dia poderei saber.
Invento qualquer coisa,
No amor vale tudo.
Se calhar sou daqueles que não sabe quem é.
Será que acreditas nisto?
È melhor pensar em algo mais criativo.
Sou daqueles que acordam e sentem que não são nada.
Ris-te de mim.
Filósofo ou tolo?
Já nem sabes que chamar-me.
Porque, na verdade,
Quando nos estendemos ao comprido na cama,
Nem eu nem tu somos nada,
E somos ambos o nada que somos.
Isa Mestre
E tu perguntas-me,
- quem és?
E eu não sei,
Eu não sei se algum dia poderei saber.
Invento qualquer coisa,
No amor vale tudo.
Se calhar sou daqueles que não sabe quem é.
Será que acreditas nisto?
È melhor pensar em algo mais criativo.
Sou daqueles que acordam e sentem que não são nada.
Ris-te de mim.
Filósofo ou tolo?
Já nem sabes que chamar-me.
Porque, na verdade,
Quando nos estendemos ao comprido na cama,
Nem eu nem tu somos nada,
E somos ambos o nada que somos.
Isa Mestre
segunda-feira, 17 de março de 2008
Entre mim e o silêncio
Estás entre mim e o silêncio.
Escrevo-te todos os dias
E todos os dias finjo não saber quem és.
Há muito que te conheci,
Há muito que entraste no meu coração.
Espero-te junto dos parágrafos que nunca ousarei mostrar a ninguém,
Espero-te junto da voz que me chama ridícula,
Quando o coração traz o teu nome e os olhos ameaçam chorar.
Hoje, estou triste.
Chamo por ti.
Sei que vens,
Sei que virás sempre.
Sei que,
Mesmo quando a minha voz rouca do tempo
Ousar chamar-te uma vez mais,
O teu coração ouvir-me-á sem precisar de usar palavras.
Depois…
Apenas os nossos braços a entrelaçar-se no tempo.
Dir-te-ia Obrigada,
Se as palavras escrevessem o que tenho dentro do peito,
Dir-te-ia que hás-de viver em mim para sempre,
Que hei-de escrever o teu sorriso em todas as cartas de amor.
(Para ti, que ouves o meu coração sempre. Não te perguntes se és tu. São para ti estas palavras.)
Isa Mestre
Escrevo-te todos os dias
E todos os dias finjo não saber quem és.
Há muito que te conheci,
Há muito que entraste no meu coração.
Espero-te junto dos parágrafos que nunca ousarei mostrar a ninguém,
Espero-te junto da voz que me chama ridícula,
Quando o coração traz o teu nome e os olhos ameaçam chorar.
Hoje, estou triste.
Chamo por ti.
Sei que vens,
Sei que virás sempre.
Sei que,
Mesmo quando a minha voz rouca do tempo
Ousar chamar-te uma vez mais,
O teu coração ouvir-me-á sem precisar de usar palavras.
Depois…
Apenas os nossos braços a entrelaçar-se no tempo.
Dir-te-ia Obrigada,
Se as palavras escrevessem o que tenho dentro do peito,
Dir-te-ia que hás-de viver em mim para sempre,
Que hei-de escrever o teu sorriso em todas as cartas de amor.
(Para ti, que ouves o meu coração sempre. Não te perguntes se és tu. São para ti estas palavras.)
Isa Mestre
Subscrever:
Mensagens (Atom)
