Não tenhas medo, não será o fim.
Fica quieto. Deixa-me apenas falar.
Cala a ansiedade e deixa-me dizer-te tudo o que tenho cá dentro.
Talvez seja pouco,
Talvez não sirva para alimentar o mundo,
Mas sou eu. Somos nós. É aquilo a que muitos julgam chamar amor.
Não sei se te amo,
Não sei se saberei sempre sorrir-te como te sorrio hoje,
Afinal, talvez o amor seja isto mesmo:
Não saber se se sabe.
Não sabendo se te sei,
Consigo saber que te quero e te pertenço,
Que te olho e acredito jamais poder olhar alguém desta forma.
Não sei se posso amar-te para sempre,
Não sei se o presente pode mascarar-se de futuro,
Sei que estou aqui,
Sei que não será o fim.
Isa Mestre
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
sábado, 3 de maio de 2008
Fora de Mim
Às vezes sou eu e não me pertenço.
E tu perguntas-me,
- quem és?
E eu não sei,
Eu não sei se algum dia poderei saber.
Invento qualquer coisa,
No amor vale tudo.
Se calhar sou daqueles que não sabe quem é.
Será que acreditas nisto?
È melhor pensar em algo mais criativo.
Sou daqueles que acordam e sentem que não são nada.
Ris-te de mim.
Filósofo ou tolo?
Já nem sabes que chamar-me.
Porque, na verdade,
Quando nos estendemos ao comprido na cama,
Nem eu nem tu somos nada,
E somos ambos o nada que somos.
Isa Mestre
E tu perguntas-me,
- quem és?
E eu não sei,
Eu não sei se algum dia poderei saber.
Invento qualquer coisa,
No amor vale tudo.
Se calhar sou daqueles que não sabe quem é.
Será que acreditas nisto?
È melhor pensar em algo mais criativo.
Sou daqueles que acordam e sentem que não são nada.
Ris-te de mim.
Filósofo ou tolo?
Já nem sabes que chamar-me.
Porque, na verdade,
Quando nos estendemos ao comprido na cama,
Nem eu nem tu somos nada,
E somos ambos o nada que somos.
Isa Mestre
segunda-feira, 17 de março de 2008
Entre mim e o silêncio
Estás entre mim e o silêncio.
Escrevo-te todos os dias
E todos os dias finjo não saber quem és.
Há muito que te conheci,
Há muito que entraste no meu coração.
Espero-te junto dos parágrafos que nunca ousarei mostrar a ninguém,
Espero-te junto da voz que me chama ridícula,
Quando o coração traz o teu nome e os olhos ameaçam chorar.
Hoje, estou triste.
Chamo por ti.
Sei que vens,
Sei que virás sempre.
Sei que,
Mesmo quando a minha voz rouca do tempo
Ousar chamar-te uma vez mais,
O teu coração ouvir-me-á sem precisar de usar palavras.
Depois…
Apenas os nossos braços a entrelaçar-se no tempo.
Dir-te-ia Obrigada,
Se as palavras escrevessem o que tenho dentro do peito,
Dir-te-ia que hás-de viver em mim para sempre,
Que hei-de escrever o teu sorriso em todas as cartas de amor.
(Para ti, que ouves o meu coração sempre. Não te perguntes se és tu. São para ti estas palavras.)
Isa Mestre
Escrevo-te todos os dias
E todos os dias finjo não saber quem és.
Há muito que te conheci,
Há muito que entraste no meu coração.
Espero-te junto dos parágrafos que nunca ousarei mostrar a ninguém,
Espero-te junto da voz que me chama ridícula,
Quando o coração traz o teu nome e os olhos ameaçam chorar.
Hoje, estou triste.
Chamo por ti.
Sei que vens,
Sei que virás sempre.
Sei que,
Mesmo quando a minha voz rouca do tempo
Ousar chamar-te uma vez mais,
O teu coração ouvir-me-á sem precisar de usar palavras.
Depois…
Apenas os nossos braços a entrelaçar-se no tempo.
Dir-te-ia Obrigada,
Se as palavras escrevessem o que tenho dentro do peito,
Dir-te-ia que hás-de viver em mim para sempre,
Que hei-de escrever o teu sorriso em todas as cartas de amor.
(Para ti, que ouves o meu coração sempre. Não te perguntes se és tu. São para ti estas palavras.)
Isa Mestre
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Voz
Fala-me,
Peço-te.
Dita-me palavras,
Por frágeis e trémulas que sejam as minhas mãos,
Dita-me palavras para que possa escrever-te.
Deixa contar ao mundo que vives em mim.
És o homem mais belo do mundo.
Nunca te vi e tenho a certeza disso.
Olho-te quando me sorris,
Vejo-te quando fechas os olhos para voltar no dia seguinte.
Dormes em mim.
Acordas por vezes,
Tens medo,
Tens frio,
Apetece-te fugir.
Corro por ti,
Vagabundeamos por este mundo
E chamamos loucos aos que dormem na rua,
Quando sabemos tão bem,
Que os loucos somos nós.
Fala-me,
Digo-te nessas noites de insónia.
E, por vezes, ficas apenas calado,
Como que fazendo-me duvidar que estás aí.
Senta-te um pouco,
Oferece-me palavras que é o que de melhor tem a vida.
Sorris e vais embora.
Amanhã voltarás e eu nunca saberei se ouço a tua voz,
Eu nunca saberei se amanhã conseguirei escrever-te como te escrevo hoje.
Isa Mestre
Peço-te.
Dita-me palavras,
Por frágeis e trémulas que sejam as minhas mãos,
Dita-me palavras para que possa escrever-te.
Deixa contar ao mundo que vives em mim.
És o homem mais belo do mundo.
Nunca te vi e tenho a certeza disso.
Olho-te quando me sorris,
Vejo-te quando fechas os olhos para voltar no dia seguinte.
Dormes em mim.
Acordas por vezes,
Tens medo,
Tens frio,
Apetece-te fugir.
Corro por ti,
Vagabundeamos por este mundo
E chamamos loucos aos que dormem na rua,
Quando sabemos tão bem,
Que os loucos somos nós.
Fala-me,
Digo-te nessas noites de insónia.
E, por vezes, ficas apenas calado,
Como que fazendo-me duvidar que estás aí.
Senta-te um pouco,
Oferece-me palavras que é o que de melhor tem a vida.
Sorris e vais embora.
Amanhã voltarás e eu nunca saberei se ouço a tua voz,
Eu nunca saberei se amanhã conseguirei escrever-te como te escrevo hoje.
Isa Mestre
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Último Minuto
Sorrir-te-ia.
Era o que faria se os minutos,
De repente,
Fossem horas.
Se os rios fossem oceanos,
Se as sementes fossem árvores,
Se o meu sorriso,
Fosse o teu mais profundo sentir.
Sorrir-te-ia como menino inocente.
Dir-te-ia que foste a minha flor,
Amar-te-ia até ao último centímetro deste coração que ainda chama por ti.
É tarde,
Dizem eles.
É tarde,
Quando me rodeiam e me chamam.
É tarde,
Quando vêm vestidos de negro e trazem nas asas a capa da morte.
É tarde,
Quando me tocam e não sinto.
Quando me olham e não vejo.
É tarde,
Quando chamam por mim,
Quando o bombeiro extenuado pousa as mãos sobre o meu peito.
É tarde,
Quando seguram nas mãos o meu telemóvel e digitam o teu número.
É tarde,
Quando quero apenas dizer-lhes que ficará tudo bem.
Que voltarei a tocar-te, que voltarei a estar junto de ti.
É tarde,
Quando a palavra se torna apenas dor,
Quando as sílabas se desfazem em sofrimento.
Morreu.
Disseram-te.
A mim, quando cheguei,
Perguntaram-me qual a última coisa que teria feito,
- Sorrir-te.
Respondi.
Não sei se é verdade, mas creio que naquele momento, te sorri.
Isa Mestre
Era o que faria se os minutos,
De repente,
Fossem horas.
Se os rios fossem oceanos,
Se as sementes fossem árvores,
Se o meu sorriso,
Fosse o teu mais profundo sentir.
Sorrir-te-ia como menino inocente.
Dir-te-ia que foste a minha flor,
Amar-te-ia até ao último centímetro deste coração que ainda chama por ti.
É tarde,
Dizem eles.
É tarde,
Quando me rodeiam e me chamam.
É tarde,
Quando vêm vestidos de negro e trazem nas asas a capa da morte.
É tarde,
Quando me tocam e não sinto.
Quando me olham e não vejo.
É tarde,
Quando chamam por mim,
Quando o bombeiro extenuado pousa as mãos sobre o meu peito.
É tarde,
Quando seguram nas mãos o meu telemóvel e digitam o teu número.
É tarde,
Quando quero apenas dizer-lhes que ficará tudo bem.
Que voltarei a tocar-te, que voltarei a estar junto de ti.
É tarde,
Quando a palavra se torna apenas dor,
Quando as sílabas se desfazem em sofrimento.
Morreu.
Disseram-te.
A mim, quando cheguei,
Perguntaram-me qual a última coisa que teria feito,
- Sorrir-te.
Respondi.
Não sei se é verdade, mas creio que naquele momento, te sorri.
Isa Mestre
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Tua
Quem és tu?
Tu que me dizes o que é certo e errado,
Que te deitas comigo há vinte anos
E continuas a ignorar o significado da palavra amor.
Tu que usas uma aliança no dedo,
Para te sentires meu,
Quando nem a ti te pertences.
Tu,
Que tocas o espelho
Na tentativa desesperada de agarrar uma imagem que não te pertence.
Tu,
Que acordas cedo e te deitas tarde,
Para fingir que a vida não passa por ti,
Para sorrir tristemente,
Julgando-te mais feliz que os infelizes.
Não há ases num baralho viciado.
Perdeste.
Perdemos.
Mas as lições não se ensinam, aprendem-se.
Isa Mestre
Tu que me dizes o que é certo e errado,
Que te deitas comigo há vinte anos
E continuas a ignorar o significado da palavra amor.
Tu que usas uma aliança no dedo,
Para te sentires meu,
Quando nem a ti te pertences.
Tu,
Que tocas o espelho
Na tentativa desesperada de agarrar uma imagem que não te pertence.
Tu,
Que acordas cedo e te deitas tarde,
Para fingir que a vida não passa por ti,
Para sorrir tristemente,
Julgando-te mais feliz que os infelizes.
Não há ases num baralho viciado.
Perdeste.
Perdemos.
Mas as lições não se ensinam, aprendem-se.
Isa Mestre
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Sem Saber
Estamos todos tão sós.
Há em ti a crueldade de vinte anos que não viveste,
As borbulhas que, de repente, se transformaram em rugas,
Os sonhos que se fizeram em estilhaços de ousadia.
Hoje, olhas-te ao espelho
E já não sabes quem és,
Se a filha, se a mãe, se a avó…
Já não sabes se hás-de sorrir,
Ou se hás-de esconder as lágrimas,
Quando a tristeza do tempo te assolar a alma.
Queres desistir,
Voltar à concha,
Acreditar que podes ainda ser a mulher que um dia foste.
Mas o tempo foge,
O tempo foge e tu já não sabes jogar à apanhada.
Faltam-te as forças,
Falha-te a agilidade.
E quando cais,
Já não sabes se queres erguer-te,
Se queres fitar o horizonte e seguir em frente,
Ou simplesmente parar,
Esquecer-te do mundo,
E cair no mais profundo de ti.
Já não sabes se queres ouvir o mundo,
Como o ouvias nos dias de solidão,
Ou se preferes morrer no silêncio do teu quarto.
Tens setenta anos e chamam-te parva,
- Estás velha,
Pensam eles, enquanto fingem sorrir-te com carinho.
Tontos.
Eles a julgar-te velha e tu a vê-los tropeçar na senda da vida.
Quem será mais capaz?
Os que tropeçam nos degraus da escada ou os que o fazem nos degraus da vida?
Isa Mestre
Há em ti a crueldade de vinte anos que não viveste,
As borbulhas que, de repente, se transformaram em rugas,
Os sonhos que se fizeram em estilhaços de ousadia.
Hoje, olhas-te ao espelho
E já não sabes quem és,
Se a filha, se a mãe, se a avó…
Já não sabes se hás-de sorrir,
Ou se hás-de esconder as lágrimas,
Quando a tristeza do tempo te assolar a alma.
Queres desistir,
Voltar à concha,
Acreditar que podes ainda ser a mulher que um dia foste.
Mas o tempo foge,
O tempo foge e tu já não sabes jogar à apanhada.
Faltam-te as forças,
Falha-te a agilidade.
E quando cais,
Já não sabes se queres erguer-te,
Se queres fitar o horizonte e seguir em frente,
Ou simplesmente parar,
Esquecer-te do mundo,
E cair no mais profundo de ti.
Já não sabes se queres ouvir o mundo,
Como o ouvias nos dias de solidão,
Ou se preferes morrer no silêncio do teu quarto.
Tens setenta anos e chamam-te parva,
- Estás velha,
Pensam eles, enquanto fingem sorrir-te com carinho.
Tontos.
Eles a julgar-te velha e tu a vê-los tropeçar na senda da vida.
Quem será mais capaz?
Os que tropeçam nos degraus da escada ou os que o fazem nos degraus da vida?
Isa Mestre
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